Unidade 4. Conceitos Básicos de Virologia e Imunologia

Você já sabe que, a todo momento, estamos em contato com milhões de microrganismos. Mas, na maioria das vezes, só notamos sua presença quando a infecção já está instalada e os sinais clínicos são perceptíveis. Como todos os seres vivos necessitam de nutrientes, água e temperatura adequada, o organismo humano é fonte de sobrevivência para inúmeros agentes microbianos. Só não adoecemos com mais frequência porque nem todos os microrganismos desencadeiam doenças; alguns deles, inclusive, estabelecem relações simbióticas com seus hospedeiros trazendo contribuições importantes para essa relação. Por exemplo, você pode pensar em microrganismos que atuam no processo da digestão, como é o caso da Escherichia coli, que sintetiza vitaminas B e K, permitindo o aproveitamento nutricional (VENTURINI; ARRUDA; SARTORI, 2017).

De qualquer modo, devido a essa enorme quantidade de microrganismos e da ameaça persistente de invasão oportunística, é fundamental que o hospedeiro monitore e regule as interações entre seu organismo e os agentes microbianos. E é exatamente para isso que dispomos do sistema imunológico (Figura 1). Esse sistema é constituído por uma rede intrincada de tecidos, células e mediadores que, ao desempenharem suas funções, impedem e/ou modulam a instalação, o desenvolvimento e a disseminação de microrganismos (VENTURINI; ARRUDA; SARTORI, 2017).

Figura 1 - Órgãos e tecidos do Sistema Imunológico
Healthdirect Australia (2021).
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